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O dia em que CEO da Ford desmontou carros elétricos chineses (e descobriu que o problema vai além dos preços)

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Jim Farley, CEO da Ford. Imagem: FordPhotographer / Wikimedia Commons

Uma das dez maiores montadoras do mundo aprendeu, na prática, como os automóveis podem ser melhor construídos em 2025. Esse foi o caso da Ford, que encontrou algumas respostas após analisar a estrutura dos carros elétricos atuais.

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Ao desmontar modelos elétricos de diversas montadoras — inclusive chinesas, como a Xiaomi — a Ford se surpreendeu ao descobrir que está atrasada, sobretudo em termos de custo, eficiência e integração de software.

“Todas as montadoras tradicionais estão muito atrasadas, mas a Ford ainda tinha mais terreno a recuperar. Foi uma jornada muito humilhante em termos de qualidade e custo. Esses são aspectos básicos para uma empresa industrial”, disse o CEO da Ford, Jim Farley, ao podcast Office Hours: Business Edition.

A empresa afirma estar repensando suas estratégias, especialmente diante da pressão da Tesla e das novas montadoras do mercado. Uma das soluções, segundo a Ford, seria escolher a tecnologia adequada para seus veículos elétricos, deixando de seguir a lógica aplicada aos carros a combustão.

O próprio CEO da Ford admitiu utilizar o Xiaomi SU7 no dia a dia. O que estaria por trás dessa escolha?

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O que falta a uma fábrica tradicional?

Após desmontar o Tesla Model 3 e compará-lo ao Mustang Mach-E, da Ford, os engenheiros descobriram algo interessante: o modelo da montadora americana pesava 32 kg a mais e tinha uma montagem muito mais complexa.

Eles também encontraram 1,6 km adicionais de fiação elétrica, o que ajudaria a explicar essa diferença entre os dois veículos. Por trás disso, está a aplicação da lógica dos modelos a combustão aos carros elétricos — algo que as novas empresas do segmento evitam fazer.

Isso convenceu Jim Farley de que a Ford estava ainda mais atrasada do que imaginava e de que algumas abordagens precisariam mudar — como o próprio sistema industrial da companhia, que passou por transformações nos últimos cinco anos.

O CEO afirmou ainda que a montadora deveria passar a tratar os veículos elétricos como dispositivos digitais, agregando mais serviços ao negócio. A Ford começou a colocar esse pensamento em prática em 2022, ao separar suas operações elétricas em outra divisão, chamada “Model E”.

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Farley concluiu afirmando que a decisão foi importante para a companhia, pois expôs aos investidores as perdas financeiras da operação de veículos elétricos. Segundo ele, o prejuízo foi estimado em US$ 5 bilhões anuais.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

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