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(Imagem: iStock/Kirill Stytsenko)
O mercado de criptomoedas encerrou abril em alta, apesar do ambiente macroeconômico marcado por incertezas globais. Apesar disso, investidores ampliaram a exposição ao risco, impulsionando especialmente o Bitcoin (BTC) e consolidando o papel do ativo como principal porta de entrada de capital no setor.
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Por isso, em maio o BTC é a principal recomendação entre as maiores criptomoedas do mundo. Especialistas da Bitso, Foxbit, Boost Research, Coinext e Vault Capital fizeram suas apostas para o mês. Veja:
| Criptomoeda | Número de indicações |
| Bitcoin (BTC) | 4 indicações |
| Ethereum (ETH) | 3 indicações |
| Hyperliquid (HYPE) | 3 indicações |
| Solana (SOL) | 2 indicações |
| Render (RNDR / RENDER) | 2 indicações |
| XRP (XRP) | 1 indicação |
| Avalanche (AVAX) | 1 indicação |
| Uniswap (UNI) | 1 indicação |
| Bittensor (TAO) | 1 indicação |
| NEAR Protocol (NEAR) | 1 indicação |
| Chainlink (LINK) | 1 indicação |
Começando pela principal criptomoeda do mundo, o Bitcoin acumulou valorização próxima de 18% no mês, começando maio já acima da marca de US$ 80 mil.
Segundo os especialistas, esse descolamento dos recursos da economia real para ativos financeiros reflete uma combinação de fatores como a queda do petróleo após alívio geopolítico, enfraquecimento do dólar e ajustes nas expectativas de juros nos Estados Unidos.
O fluxo institucional foi um dos principais motores da alta. Os dados de fluxos dos ETFs de Bitcoin registraram entradas próximas de US$ 2,5 bilhões em abril, acelerando em relação ao mês anterior. Para analistas, esse movimento reforça que o ativo se consolida como instrumento relevante para investidores institucionais.
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De acordo com a Foxbit e a Bitso, os analistas das casas apontam que o Bitcoin segue como o principal pilar de liquidez do mercado, funcionando ao mesmo tempo como ativo de risco e reserva de valor em um ambiente híbrido.
Para maio, o cenário é de maior cautela. O rali recente perdeu força na região dos US$ 80 mil, indicando resistência técnica relevante. De acordo com a Boost Research, esse nível concentra forte oferta e funciona como um teste importante para a continuidade da tendência de alta.
A análise aponta que o mercado entra agora em um momento decisivo, em que precisa confirmar se o movimento recente representa o início de uma nova tendência ou apenas uma recuperação dentro de um intervalo mais amplo.
Altcoins: Moedas alternativas para ficar de olho
Entre as principais apostas para o mês, há consenso parcial entre diferentes casas de análise.
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A Bitso destaca Bitcoin, Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP (XRP) e Avalanche (AVAX) como ativos relevantes, com foco em fundamentos ligados a infraestrutura, pagamentos e adoção institucional.
Já a Foxbit reforça a importância de Bitcoin e Ethereum, mas acrescenta também nomes como Render (RENDER) e Uniswap (UNI), ligados a narrativas de inteligência artificial e DeFi.
A Coinext, por sua vez, enfatiza a convergência entre blockchain e inteligência artificial, apontando ativos como Bittensor (TAO), Render, NEAR Protocol (NEAR), Chainlink (LINK) e Hyperliquid (HYPE) como destaques. Segundo a casa, o crescimento da demanda por infraestrutura de inteligência artificial (IA) e a expansão da tokenização de ativos reais devem continuar direcionando fluxos para esses projetos.
Uma visão mais conservadora vem da Vault Capital. A casa de análise adota uma leitura de regime mais defensiva e recomenda concentração quase exclusiva em Bitcoin, com uma única exceção tática: o token HYPE, da Hyperliquid.
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De acordo com a análise, o ativo é um dos poucos que têm superado consistentemente o desempenho do BTC, justificando uma alocação complementar em um ambiente ainda dominado pela preferência por segurança.
Regulação de criptomoedas
No campo regulatório, houve avanços importantes, principalmente nos Estados Unidos.
A SEC, a CVM dos Estaods Unidos, e a CFTC, que regula o mercado de commodities no país, evoluíram na definição de regras e classificações para criptoativos, enquanto propostas voltadas a stablecoins também avançaram nas Casas Legislativas.
Ainda assim, a ausência de uma legislação mais abrangente mantém o ambiente parcialmente incerto.
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