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O que deu errado para a CVC (CVCB3) e por que a recuperação de uma das maiores franquias do país ainda parece longe do horizonte

Uma das maiores franqueadoras do Brasil decepcionou o mercado com os resultados do 1º trimestre de 2026. A CVC Corp (CVCB), dona da agência de viagens CVC, divulgou os números após o fechamento da última quarta-feira (13) e a reação dos investidores foi bastante negativa. Com indicadores considerados fracos, a ação da empresa despencou 11,27% nesta quinta-feira (14).

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Cabe destacar que a CVC é a 9ª maior franquia do Brasil, segundo o ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Portanto, os dados do balanço são considerados não apenas por investidores na bolsa de valores, mas também por empreendedores da marca e interessados em abrir uma loja da rede.

Como foram os números da empresa no trimestre

Um dos principais pontos de frustração do mercado foi o prejuízo. A companhia de turismo registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, na contramão do lucro de R$ 24 milhões obtido um ano antes.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 93,7 milhões nos três primeiros meses do ano, redução de 10,5% em relação ao 1º trimestre de 2025.

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Esse indicador mede o resultado operacional puro e a geração de caixa da empresa, indicando quanto ela gera de recursos apenas com as atividades principais, sem interferências financeiras, fiscais ou contábeis e, portanto, é bem importante para entender a operação da CVC.

Outro número considerado para medir o desempenho da companhia é a receita líquida, que somou R$ 365,1 milhões no trimestre, com uma alta tímida de 0,8%.

A empresa também teve um aumento na queima de caixa operacional em relação ao ano anterior. Em 1T26, registrou R$ 121,6 milhões, em comparação com R$ 53,2 milhões do mesmo período em 2025.

E os franqueados?

Em relação às franquias, a empresa destacou no balanço que o primeiro trimestre teve os principais eventos anuais para os franqueados, como a Convenção de Vendas da CVC Lazer, o Connect 2026 e o Summit Trend 2026, para levar atualizações sobre as frentes digitais da companhia, inteligência artificial e tendências.

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No entanto, a CVC registrou o fechamento de lojas. A marca no Brasil agora possui 1.396 franquias, enquanto no 4º trimestre de 2025 havia 1.408.

Nos três primeiros meses do ano, considerando a CVC Brasil e a Experimento Intercâmbio, houve a abertura de três novas unidades e o fechamento de 15.

Analistas preferem manter cautela

Na visão dos analistas do BTG Pactual, o “céu está ainda nublado” para a CVC. Para o banco, esse é mais um trimestre fraco.

O vilão foi um cenário difícil para o setor de viagens, com custos mais altos de combustível de aviação e paralisação de importantes conexões globais devido ao conflito no Oriente Médio.

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“Os resultados do primeiro trimestre da CVC reforçaram que a empresa continua pressionada por altas despesas financeiras, enquanto as tendências de receita permanecem fracas em meio a menores taxas de comissão e interrupções temporárias de viagens devido ao conflito no Oriente Médio”, disse o banco.

Por outro lado, os analistas defenderam que a operação no Brasil teve um desempenho “relativamente” melhor na comparação anual, com destaque para o segmento B2B.

Na mesma linha, o Santander chamou a atenção para o crescimento de 3,8% das reservas na base anual, com o “bom desempenho do B2B” no Brasil – que teve alta de 12,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Os desafios que ainda estão por vir, particularmente o elevado ônus financeiro, a dinâmica de crescimento de receita moderada e a intensificação da concorrência online”, afirmou o banco.

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Já o Itaú BBA acredita que o mercado deve continuar com uma postura mais cautelosa.

Na visão dos analistas, o impacto nas reservas deve ser grande no 2T26, considerando o aumento das passagens aéreas. Além disso, os feriados e a Copa do Mundo podem reduzir a renda dos consumidores para pacotes de viagens mais longos.

Os juros também pesam contra a empresa, ainda mais que o ciclo de queda da taxa Selic deve ser mais lento do que era previsto anteriormente.  

“Acreditamos que os investidores podem migrar cada vez mais para um cenário de Ebitda em queda e mais um ano de prejuízos líquidos em 2026”, afirmou o banco.

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Hora de comprar ou vender CVCB3?

Após o recuo desta quinta-feira (14), as ações da CVC acumulam queda de 12,5% desde o início de 2026, cotadas a R$ 1,89.

O BTG e o Santander têm recomendação neutra para CVCB3.

O BTG calcula um preço-alvo de R$ 3 nos próximos 12 meses, enquanto o Santander estima R$ 2,40 até o fim deste ano.

Por outro lado, o Itaú BBA tem a indicação de compra para o papel e acredita que a ação vale R$ 3. Em relação ao preço do fechamento de hoje (14), o potencial de valorização é de 58%. Porém, o banco destacou que pode revisar as estimativas para a empresa em breve.

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Números das franquias

A CVC possui quatro modelos de franquia: a loja light, o quiosque, a loja padrão e a modular.

No caso da loja light, o investimento inicial é a partir de R$ 65 mil. É exigido que sejam abertos três pontos de atendimento e a marca destaca que se trata do modelo ideal para uma unidade de rua.

Para o quiosque, o custo de abertura é o mesmo: a partir de R$ 65 mil. Para se tornar um franqueado, é preciso abrir dois pontos de atendimento.

A loja padrão é o modelo ideal para abrir em shoppings, destaca a CVC. O investimento começa em R$ 110 mil e são necessários três pontos de atendimento.

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Já para a loja modular, a empresa não divulga os valores — são cálculos sob consulta — e afirma que há versatilidade de formatos das unidades nesse caso.

Para todos os modelos, o valor de investimento não inclui capital de giro e nem o custo de locação do ponto comercial. Cabe destacar que a CVC não cobra taxas de royalties e de franquia.

*Com informações de Money Times

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