“Descer do salto alto e fazer as coisas mais simples” é o mantra do fundador e presidente do conselho da Cosan (CSAN3), Rubens Ometto, para que a empresa saia da crise financeira que tem colocado em dúvida o futuro da companhia pelos próprios executivos.
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“Na última conferência de resultados, o CEO da Cosan fez um comentário meio às pressas, que foi mal interpretado, de que a Cosan iria fechar. A Cosan não vai acabar, absolutamente”, disse Ometto, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo publicada hoje (19).
A resposta foi feita a um comentário de Marcelo Martins, presidente da companhia, que afirmou, durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre, ser “bastante razoável” dizer que a Cosan iria deixar de existir num horizonte de três a cinco anos.
As dificuldades da Cosan
Tudo isso porque a Cosan enfrenta desafios de redução da alavancagem da estrutura da holding, que sofreu com a alta dos juros. Recentemente, recebeu um aporte de R$ 10 bilhões do BTG Pactual, da gestora Perfin Investimentos e da família Ometto, fundadora da companhia.
Ometto afirmou que o cenário de juros altos no Brasil nos últimos anos e investimentos equivocados fizeram com que a empresa chegasse na situação atual.
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“A gente errou na mão em relação aos juros: fizemos mais investimentos do que devíamos ter feito. Estamos fazendo um turnaround que está fluindo muito bem. Gastamos para comprar a Shell Argentina, por US$ 1,5 bilhão. Gastamos outro US$ 1,5 bilhão para comprar a Biosev, que era o segundo maior produtor de açúcar. Investimos em etanol de segunda geração, o mesmo valor”.
Por sua vez, o empresário afirma que o pior já passou, enaltecendo o portfólio da Cosan e a abertura de capital da Compass, que classificou como um “sucesso”.
“A Cosan tem um portfólio maravilhoso”, disse. A holding controla a empresa de gás natural Compass, a de logística e infraestrutura Rumo, a de lubrificantes Moove e a de gestão de terras agrícolas Radar.
“A Cosan também teve uma atividade grande de investimentos, entre eles, a Vale”, afirmou.
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Mesmo com a diluição da participação da Cosan na Raízen, após injeção de capital da Shell, a holding pretende continuar tendo gestão ativa na fabricante de açúcar e etanol.
Plano de zerar a dívida
O projeto atual da holding é zerar sua dívida, atualmente em R$ 11,5 bilhões. “Agora, temos como projeto zerar a dívida até o fim do ano porque, no Brasil, não se pode dever”, afirmou o empresário.
Ometto ainda revelou que estão se desfazendo do negócio de trading de energia elétrica, na tentativa de simplificar a atuação da holding e zerar o endividamento até o fim do ano.
“A gente tem o controle acionário de todas as empresas e vamos continuar assim. Será uma holding sem dívidas, que administra e recebe dividendos e a performance dessas empresas, com uma estrutura mais simples”, disse Ometto.
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Com Money Times
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