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Oncoclínicas (ONCO3) mais que triplica prejuízo no 1T26, para R$ 438,7 milhões; veja os números

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(Imagem: Divulgação)

A Oncoclínicas (ONCO3) reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mais do que triplicando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado no mesmo período do ano passado, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (14).

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, com margem negativa de 4,2%.

De acordo com a companhia indicador foi diretamente impactado pela desalavancagem operacional do período, ocasionada pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas, cenário que começou a enfrentar durante o começo do mês de março e por provisionamentos contábeis ocorridos durante o trimestre.

A rede de oncologia teve receita líquida de R$ 1,16 bilhão no período de janeiro a março, uma queda de 22,3% em comparação com o mesmo período em 2025. A companhia afirma que a dinâmica está relacionada ao volume de provisões de PCLD (provisão para créditos de liquidação duvidosa) durante o trimestre.

Ao final do trimestre, a dívida líquida financeira da companhia, somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 3,26 bilhões.

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A alavancagem financeira total, medida pela dívida financeira líquida mais aquisições a pagar sobre o Ebitda ajustado, ficou em 5,2 vezes ao fim do período de janeiro a março.

Vale lembrar que, em abril, a Oncoclínicas conseguiu waiver dos debenturistas para descumprimento de covenant financeiro e conseguiu na Justiça uma liminar que suspendeu por 60 dias os efeitos de vencimento antecipado de dívidas e a exigibilidade de obrigações financeiras.

Um waiver consiste em uma exceção/dispensa à regra, enquanto o indicador dívida líquida/Ebitda é comumente utilizado em contratos de dívida como uma forma de segurança sobre a estrutura da empresa.

O número de procedimentos atingiu um total de aproximadamente 133,4 mil no trimestre, uma redução quando comparado aos períodos anteriores, atribuída à política comercial de redução de exposição a fontes pagadoras mais intensivas em capital de giro e a crise de abastecimento de medicamentos.

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A situação na Oncoclínicas

A empresa surgiu com tratamentos oncológicos como o core do negócio. No entanto, após o IPO em 2021, a Oncoclínicas expandiu o foco de clínicas que realizavam o diagnóstico e tratamentos como radioterapia e quimioterapia para uma parte de alta complexidade do tratamento oncológico.

Para fomentar a continuidade da expansão, a estratégia se voltou para aquisições de hospitais. O movimento, contudo, não deu certo, dada a falta de expertise para gerir outras áreas hospitalares além da oncológica.

Como resultado, a companhia, que chegou a adquirir três hospitais gerais e trabalhava na construção de três outros, vem lidando com piora nos resultados, alta alavancagem e elevado consumo de caixa.

Nesse processo, a companhia passou por diversas capitalizações e chegou a estar envolvida com o Banco Master, com parte de caixa da companhia aplicado em CDBs do banco de Daniel Vorcaro, que injetou capital na companhia.

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O conselho de administração da Oncoclínicas chegou a proposta apresentada pela MAK Capital e pela Lumina Capital para dar fôlego financeiro à companhia no valor entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, a depender do valor das garantias disponíveis.

A injeção de dinheiro teve como objetivo viabilizar a aquisição de medicamentos pela companhia junto à OncoProd e preservar a geração de receitas de ambas as companhias e a continuidade de sua cadeia de fornecimento essencial.

Para atender às condições impostas por MAK e Lumina, o conselho aceitou a renúncia imediata de Bruno Ferrari como membro e vice-presidente do conselho, e nomeou o indicado pela MAK, Mateus Affonso Bandeira, e o CEO Carlos Gil Ferreira para ocupar as vagas abertas no conselho até a assembleia de acionistas de 30 de abril de 2026.

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