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(Imagem: Brenda Beth/Getty Images)
A inflação brasileira começou a perder força em 2025, mas o mercado de trabalho aquecido e a resistência dos preços de serviços continuam dificultando um alívio mais rápido para os juros, segundo o Boletim Regional divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central.
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O relatório afirma que, “apesar de ainda se manter acima da meta, a inflação ao consumidor diminuiu em 2025”, com recuo observado no país e em quatro das cinco regiões brasileiras.
Segundo o BC, a desaceleração foi impulsionada principalmente pelos alimentos e bens industriais. “Em contexto de apreciação do real, os preços de alimentação no domicílio e de bens industriais desaceleraram em todas as regiões”, destacou a autoridade monetária.
Por outro lado, o documento ressaltou que “a inflação de serviços aumentou em todas as regiões”, enquanto os preços administrados aceleraram em quase todo o país.
Mercado de trabalho mais forte, inflação de serviços mais forte
O comportamento dos serviços aparece em um ambiente ainda marcado pela força do mercado de trabalho. O BC destacou que “o mercado de trabalho continuou aquecido em 2025, com queda do desemprego pelo quinto ano consecutivo, expansão robusta dos empregos formais e aceleração da massa de rendimento”.
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Segundo o relatório, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, “o menor valor da série histórica iniciada em 2012”.
Além disso, a população ocupada cresceu 1,7%, impulsionada pelo emprego formal, enquanto o rendimento médio real habitual avançou 5,7% no ano.
O documento reforça um dos principais dilemas enfrentados atualmente pelo BC: embora a atividade econômica tenha começado a desacelerar diante dos juros elevados, o mercado de trabalho segue forte o suficiente para sustentar pressões inflacionárias em segmentos ligados ao consumo e aos serviços.
O próprio relatório mostra sinais mais claros de perda de tração em setores sensíveis ao aperto monetário, como comércio, indústria e crédito.
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No sistema financeiro, o BC afirmou que “o cenário do crédito bancário em 2025 foi caracterizado pelo aumento de juros e pela perda de dinamismo das concessões”.
Segundo a autoridade monetária, “os juros do crédito livre subiram de forma mais acentuada no primeiro semestre do ano, em linha com a trajetória da Selic”, enquanto as concessões passaram a evoluir “em ritmo moderado ao longo do ano”.
O BC também destacou que “o ritmo de crescimento do crédito diminuiu em todas as regiões, principalmente naquelas com maior participação do crédito rural”.
Ao mesmo tempo, a inadimplência avançou em todo o país. Segundo o relatório, “a inadimplência subiu em todas as regiões, refletindo mudança normativa e aumento nos atrasos, principalmente do crédito rural”.
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O retrato desenhado pelo BC sugere que o ciclo de juros elevados começa a produzir efeitos mais claros sobre consumo, crédito e atividade econômica, mas ainda sem intensidade suficiente para eliminar as pressões inflacionárias vindas do mercado de trabalho e do setor de serviços.
O BC reforça a percepção de uma desaceleração gradual da economia brasileira em 2025 com a atividade perdendo força, mas com emprego e renda ainda resilientes, criando um cenário em que a inflação melhora lentamente. Isso mantém o desafio do Banco Central de conduzir a política monetária em terreno ainda pressionado.
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