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(iStock.com/coffeekai)
A inflação ao consumidor da China avançou 1,2% em abril na comparação anual, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado ficou acima das expectativas do mercado e reforça o impacto da alta global dos preços de energia sobre a economia chinesa.
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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) manteve o mesmo ritmo registrado em março, quando também havia avançado 1,2% em 12 meses. Economistas consultados pela FactSet projetavam alta de 1%.
Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) acelerou de forma mais intensa, subindo 2,8% em abril na comparação anual, acima da expectativa de 1,9% dos analistas consultados pela FactSet. Em março, o indicador havia registrado alta de 0,5%.
Segundo o NBS, o avanço do PPI foi impulsionado principalmente pela alta dos preços nos setores de petróleo e gás, metais não ferrosos e equipamentos de tecnologia. Em base mensal, os preços ao produtor cresceram 1,7% em abril, após avanço de 1% em março.
O resultado marca a máxima do indicador em 45 meses e reflete o aumento dos custos globais de energia em meio às tensões geopolíticas envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
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Analistas da Capital Economics afirmaram que o choque provocado pela guerra no Irã voltou a pressionar a inflação em abril, embora as pressões sobre os preços ainda permaneçam concentradas em alguns setores específicos.
“As consequências da guerra do Irã aumentaram a inflação novamente em abril, mas as pressões sobre os preços permanecem de alcance restrito e não devem se transformar em um impulso reflacionário mais amplo”, avaliaram os economistas da consultoria.
O aumento dos custos da energia também começou a afetar o consumidor chinês. O governo elevou os preços de varejo da gasolina e do diesel desde o início das tensões no Oriente Médio, enquanto companhias aéreas locais passaram a cobrar taxas adicionais de combustível em voos domésticos.
De acordo com o escritório de estatísticas, a inflação ao consumidor foi pressionada principalmente pelos preços da gasolina e das joias de ouro.
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Apesar da aceleração dos índices, analistas avaliam que o cenário ainda não deve provocar mudanças relevantes na política econômica chinesa. As autoridades do país vêm prometendo estimular o consumo interno e conter a competição excessiva entre empresas, em uma tentativa de reduzir as pressões deflacionárias que atingem a economia nos últimos anos.
*Com informações da Reuters e do Estadão
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