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(Imagem: Divulgação/Prio)
As ações da PRIO (PRIO3) operavam em queda nesta quarta-feira (6), mesmo após a divulgação de um resultado do primeiro trimestre de 2026 considerado forte por analistas.
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Por volta das 12h, os papéis recuavam 4,45%, a R$ 66,41 com o mercado digerindo o balanço e ajustando expectativas para os próximos trimestres. No entanto, parte da queda se dá, também, por uma realização — mesmo com o recuo de hoje, as açõe sobem mais de 2% nos últimos cinco dias.
A leitura majoritária é de que o trimestre veio robusto do lado operacional, com produção e vendas recordes, queda relevante de custos e avanço relevante com o início da produção em Wahoo. Ainda assim, analistas apontam fatores que ajudam a explicar a reação negativa no curto prazo.
Na visão da equipe do Citi, liderada por Andrés Cardona, a PRIO entregou um conjunto sólido de números, com receita próxima de US$ 1,1 bilhão, sustentada por maior volume de vendas e preços mais altos do petróleo.
O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado de US$ 852 milhões refletiu essa melhora, impulsionado pela maior produção, redução do lifting cost — com destaque para ganhos em Peregrino — e despesas administrativas unitárias menores.
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Resultado financeiro pressiona PRIO
Por outro lado, o banco destaca que o resultado final foi pressionado por fatores abaixo da linha operacional.
“O lucro seguiu a tendência do Ebitda, mas foi impactado negativamente por maior depreciação e piora no resultado financeiro”, afirmam os analistas.
Além disso, a dívida líquida subiu para cerca de US$ 4,4 bilhões, refletindo principalmente consumo de capital de giro, com aumento relevante de contas a receber, além de investimentos elevados no projeto Wahoo e recompra de ações.
Esse ponto, inclusive, aparece como um dos principais vetores para a reação negativa do mercado: apesar do lucro e do Ebitda fortes, a geração de caixa no trimestre foi mais fraca.
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O time do BTG Pactual, liderado por Rodrigo Almeida, também destacou esse ponto ao classificar o fluxo de caixa como neutro no período, justamente por conta do consumo de capital de giro e do pico de capex ligado a Wahoo .
“O caixa deve voltar a aparecer a partir do segundo trimestre, com normalização de recebíveis e redução dos investimentos”, dizem os analistas.
Ação não está tão descontada
Na leitura do banco, o operacional segue muito forte: a produção cresceu 42%, atingindo cerca de 155 mil barris por dia, enquanto o lifting cost voltou para um dígito, em US$ 9,4 por barril, reforçando a tese de eficiência da companhia .
Ainda assim, o BTG reconhece que, após a forte valorização recente, a ação já não parece tão descontada quanto antes, o que pode amplificar movimentos de realização no curto prazo.
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Outro ponto de atenção citado por analistas foi a dinâmica de preços e descontos. Apesar do Brent mais alto, o desconto realizado aumentou no trimestre, impactado pelo maior peso do óleo pesado de Peregrino nas vendas — fator que tende a limitar parcialmente o ganho de preço por barril.
O Itaú BBA, por sua vez, tem uma leitura mais equilibrada. A equipe liderada por Monique Greco classificou o trimestre como forte, mas dentro do esperado, ressaltando que parte do Ebitda acima das projeções veio de efeitos não recorrentes, como reversões de provisões ligadas a participações especiais .
“Os resultados foram sólidos, mas o desvio positivo em relação às estimativas não deve se repetir”, apontam.
O banco também destacou a mudança no comando operacional da companhia, com a saída do COO Francisco Francilmar e a nomeação de Jean Calvi. Na avaliação dos analistas, a transição não eleva o risco de execução, dada a experiência do novo executivo dentro da própria PRIO.
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Apesar das preocupações de curto prazo, a visão estrutural segue positiva entre as casas.
O Citi mantém a PRIO como uma de suas principais escolhas no setor de óleo e gás, apoiado na forte geração de caixa esperada, no ramp-up completo de Wahoo e no potencial de distribuição de dividendos nos próximos trimestres.
Na mesma linha, o BTG reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 72, destacando que a companhia deve acelerar a desalavancagem e destravar retorno ao acionista à medida que o ciclo de investimentos diminui.
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