Mais petróleo, mais caixa e menos riscos. Foi essa combinação que motivou o Santander a elevar a recomendação da ação ordinária da Petrobras (PETR3) e praticamente dobrar o preço-alvo dos papéis.
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O banco mudou a rcomendação para outperform (equivalente à compra) e revisou o preço-alvo dos ADRs da estatal, recibos de ações negociados em Nova York, de US$ 13 para US$ 24. Já para PETR3, a projeção saltou de R$ 35 para R$ 60 — o que implica um potencial de valorização de cerca de 21% em relação ao último fechamento.
Segundo os analistas liderados por Yuri Pereira, a avaliação atual de mercado ainda não captura totalmente o potencial da companhia. “O preço da ação não reflete completamente a combinação entre crescimento em exploração e produção, riscos mais limitados no refino e uma história ainda atrativa de retorno em caixa”, escreveu a equipe em relatório.
No pregão desta quinta-feira (21), as ações da Petrobras aparecem entre as maiores altas do Ibovespa, que opera no vermelho. Por volta das 13h15 (de Brasília), a ação ordinária PETR3 subia 2,50%, a R$ 50,93. Enquanto isso, a ação preferencial PETR4 tinha alta de 1,93%, cotada a R$ 45,44.
Produção da Petrobras deve aumentar
A principal aposta do Santander está no avanço operacional da Petrobras. O banco avalia que o ritmo de produção deve acelerar com a entrada mais rápida de novas plataformas, compensando a pressão sobre as margens da gasolina.
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A expectativa é que a estatal consiga operar próxima ao teto do guidance de 2026, atualmente em 2,5 milhões de barris de óleo por dia, com margem de variação de 4% para cima ou para baixo.
Na visão dos analistas, o desempenho da plataforma Almirante Tamandaré, o avanço das plataformas P-78 e P-79 e uma possível antecipação da produção na plataforma de exploração FPSO P-80 já para 2026 abrem espaço para revisões positivas das projeções de produção.
“Com a produção atual já acima do topo do guidance, a Petrobras tendo superado as projeções do ano passado e com potencial adicional vindo da antecipação da P-80, vemos espaço para revisões positivas”, afirmou o banco.
O Santander estima que a produção doméstica de petróleo alcance cerca de 2,6 milhões de barris por dia em 2026, crescimento de 9% na comparação anual.
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Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostraram produção próxima de 2,73 milhões de barris por dia em abril. Em maio, houve recuo mensal de cerca de 3%, movimento que o banco considera temporário e relacionado a manutenções programadas em campos como Tupi, Búzios e Jubarte.
Diesel ajuda a compensar pressão da gasolina
No segmento de refino, o Santander vê os subsídios do governo como um fator importante para limitar riscos.
Embora espere resultados mais fracos para gasolina e outros derivados, o banco acredita que a rentabilidade do diesel deve sustentar parte relevante das margens.
Segundo os analistas, o subsídio de cerca de R$ 1,12 por litro ajuda a manter o crack spread (diferença entre o preço do petróleo bruto e o preço dos produtos refinados) do diesel da Petrobras em torno de US$ 48 por barril, acima da média registrada em 2025.
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A gasolina continua pressionada, com spread negativo estimado em US$ 22 por barril. Ainda assim, o Santander avalia que esse número pode melhorar para US$ 9 negativos com o novo pacote de subsídios.
Geração de caixa e dividendos
Outro ponto central da tese é a geração de caixa. O banco projeta que a Petrobras volte a gerar excesso de caixa nos próximos trimestres, impulsionada por um cenário mais favorável para o petróleo e por uma produção considerada resiliente.
O Santander trabalha com o petróleo Brent — referência internacional — a US$ 88 por barril em 2026 e estima dividend yield (rendimento) de cerca de 9,5% no período.
Apesar disso, o banco não espera dividendos extraordinários neste ano. “Esperamos que a companhia priorize a redução da dívida com a geração excedente de caixa”, afirmam os analistas.
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Ainda assim, os analistas acreditam que a discussão sobre pagamentos adicionais pode voltar ao radar no próximo plano estratégico da companhia, válido entre 2027 e 2031. A estimativa é de espaço para até US$ 2 bilhões em dividendos extraordinários em 2027.
Entre os principais riscos para a tese, o Santander cita aumento dos investimentos acima do esperado, operações de fusões e aquisições, uma eventual entrada mais forte no setor de etanol de milho e uma possível reestruturação financeira da Braskem (BRKM5).
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