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O Santander Brasil (SANB11) escolheu em março um velho conhecido do banco para comandar a próxima fase da instituição. Nesta sexta-feira (8), o conselho de administração deu a bênção a Gilson Finkelzstain, por unanimidade, para o cargo de diretor-presidente, dando sequência ao plano de sucessão de Mario Roberto Opice Leão.
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O mandato de Finkelzstain será complementar e vai até a posse dos eleitos na primeira reunião do colegiado após a assembleia geral ordinária de 2027.
Segundo comunicado do banco, a indicação foi recomendada pelo Comitê de Nomeação e Governança. O Santander também informou que o executivo declarou estar apto para assumir o cargo e atende às exigências previstas na regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A efetivação da posse, porém, ainda depende de três etapas: a aprovação do Banco Central do Brasil, o encerramento do vínculo de Finkelzstain com a B3 e a saída oficial de Mario Leão.
Quem é o futuro CEO do Santander
Finkelzstain conhece bem os corredores do Santander. Entre 2011 e 2013, ocupou cargos de diretoria no banco nas áreas de renda fixa, câmbio, commodities, produtos e estruturação de derivativos.
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Engenheiro de produção civil formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), ele iniciou a carreira no mercado financeiro após um estágio e um programa de trainee no Citibank. Depois de anos no banco norte-americano, onde chegou à diretoria, passou ainda pelo JP Morgan e pelo Bank of America Merrill Lynch.
Foi também durante a passagem pelo Santander que Finkelzstain entrou para o conselho de administração da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), então maior depositária de títulos privados da América Latina.
Pouco tempo depois, assumiu a presidência da companhia em meio ao processo de sucessão de Luiz Fleury. Anos mais tarde, liderou a fusão da Cetip com a BM&F Bovespa, operação que deu origem à B3 em 2017.
Você pode conferir a trajetória completa de Gilson Finkelzstain nesta reportagem do Seu Dinheiro.
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O que esperar da nova gestão
A troca de comando não deve significar uma guinada estratégica no Santander Brasil. Pelo contrário: a avaliação do JP Morgan é de continuidade em duas frentes consideradas centrais para o banco.
A primeira delas é a disciplina de custos. O Santander deve seguir perseguindo crescimento nominal zero das despesas no médio prazo, com foco em eficiência operacional.
Um dos pilares dessa estratégia é o programa de tecnologia chamado “Gravity”, que prevê a migração de sistemas legados para a nuvem.
Além disso, o banco vem acelerando a otimização da rede de agências, reduzindo camadas organizacionais e renegociando contratos para ganhar eficiência.
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A segunda frente é a seletividade no crédito. A lógica agora é priorizar rentabilidade em vez de buscar crescimento acelerado da carteira a qualquer custo.
O foco deve continuar em segmentos considerados mais rentáveis, como clientes de alta renda do Select e pequenas e médias empresas (PMEs), onde os retornos podem chegar entre 40% e 50%.
Por outro lado, a exposição às faixas de menor renda deve seguir diminuindo nos próximos anos.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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