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Ventos contrários ficaram para trás? Ações da C&A (CEAB3) saltam 11% após 1T26 e analistas dizem o que fazer agora

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(Imagem: BalkansCat/iStock)

As ações da C&A (CEAB3) abriram o pregão desta quarta-feira (6) liderando os destaques positivos do Ibovespa (IBOV), após a companhai triplicar o seu lucro no primeiro trimestre de 2026 (1T26).

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A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 8 milhões, uma alta de 218,7% sobre o desempenho obtido um ano antes, mostrou balanço publicado na noite desta terça-feira (5).

A rede de varejo de moda apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 245 milhões, ficando praticamente estável em relação ao registrado um ano antes, com a margem passando de 15,2% para 15,1%.

A receita líquida consolidada cresceu 0,5%, a R$ 1,62 bilhão.

Já indicador de vendas mesmas lojas de vestuário da C&A teve alta de 4,8%, após expansão de 15% um ano antes. Em mercadorias, a variação passou de alta de 13% para aumento de 0,8% no primeiro trimestre.

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Por volta de 11h30 (horário de Brasília), as ações CEAB3 saltavam 8,93%, cotadas a R$ 12,50. Na máxima do dia, até esse horário, o avanço chegou a 11,07%. Acompanhe o tempo real.

Os resultados vieram amplamente em linha com as expectativas do Safra, tanto em receita quanto em rentabilidade. Os analistas do banco recordam que a companhia enfrentou um revés no quarto trimestre de 2025, causado principalmente por ventos contrários pontuais, como clima volátil e um mix de produtos inadequado para um ambiente mais promocional no fim do ano, o que elevou preocupações dos investidores sobre um possível problema estrutural.

“No entanto, os resultados do 1T26 — com SSS (vendas de mesmas lojas, em português) de Vestuário em +4,8% e expansão de 90 pontos-base na margem bruta de Vestuário, impulsionada por maior disciplina de preços e descontos — reforçam nossa visão de que essas pressões não eram estruturais”, diz o Safra.

Na visão do banco, os números apontam para uma reaceleração do momentum, à medida que a administração parece ter endereçado os principais pontos da divisão de Vestuário. Com as ações negociando a um P/L (preço sobre lucro) de 6,7 vezes para 2026, os analistas enxergam um ponto de entrada interessante nos níveis atuais.

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Para o BTG Pactual, a C&A entregou uma recuperação bem-vinda no crescimento das vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) no vestuário, após uma forte desaceleração no quarto trimestre, além de melhora nas margens da divisão de vestuário e um lucro líquido ajustado acima do previsto.

Os analistas do banco reconhecem a existência de uma dinâmica desafiadora no curto prazo, em um cenário de desaceleração do consumo discricionário em meio a um ambiente macroeconômico difícil, além de comparações em base anual desfavoráveis, que poderiam prejudicar tendências mais positivas de receita líquida no próximo trimestre.

Apesar disso, o BTG continua otimista em relação à C&A, apontando o primeiro trimestre como prova disso. Eles ainda destacaram que o crescimento do SSS foi melhor do que o esperado e que houve uma bem-vinda expansão das margens de vestuário.

“A empresa continua a melhorar a rentabilidade das lojas, mantendo uma abordagem disciplinada em suas operações de crédito — um fator-chave de mitigação em um ambiente de taxas de juros ainda elevadas. Com as ações sendo negociadas a um atraente P/L de 7 vezes para 2026 e espaço para maior eficiência operacional, reiteramos nossa recomendação de compra“, dizem os analistas.

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A equipe de analistas do Bradesco BBI já esperava uma reação positiva do mercado ao balanço, tendo em vista que os principais indicadores acompanhados pelos investidores — especialmente SSS e margem bruta — vieram melhores do que o esperado e sinalizam uma recuperação consistente no negócio principal após os ruídos do quarto trimestre de 2025.

“Embora a dinâmica de capital de giro e a geração de caixa tenham sido fracas, entendemos que parte relevante desse efeito é sazonal e ligada à antecipação da coleção de inverno, com normalização esperada ao longo do 2T26”, ponderam os analistas.

Além disso, o BBI pontua que a monetização recorrente de créditos tributários deve seguir contribuindo com cerca de R$ 250 milhões por ano até 2027, ainda que esse fator costume ser desconsiderado nas análises de caixa subjacente.

Negociando a cerca de 6 vezes o lucro para 2026, a avaliação é de que o valuation permanece atrativo frente aos sinais iniciais de retomada operacional.

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“Incorporamos as tendências macro e micro mais recentes ao nosso modelo e, apesar de revisões negativas de lucro para 2026, reiteramos recomendação de Compra e reduzimos o preço-alvo para R$ 18 por ação, de R$ 24, o que ainda implica potencial de valorização relevante”, dizem os analistas.

A XP Investimentos também chama atenção para o desempenho de vestuário da C&A, após um quafraco marcado por rupturas elevadas em produtos de entrada.

“Nesse contexto, a companhia parece ter ajustado com sucesso seu mix de produtos no trimestre, executando uma transição mais suave para a nova coleção e entregando vendas nas mesmas lojas (SSS) de vestuário de +4,8%, com tendências de vendas melhorando ao longo do trimestre. A margem bruta da unidade de negócios surpreendeu positivamente, com expansão de 0,9 p.p.”, dizem os analistas.

Enquanto isso, menores receitas da C&A Pay e a desmobilização de eletrônicos continuaram pesando sobre a margem Ebitda , enquanto o fluxo de caixa livre foi negativo devido ao maior capex e à dinâmica pressionada de capital de giro, refletindo o impacto defasado das vendas fracas do quarto trimestre e a antecipação de itens de transição para o outono.

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“Embora nossa Pesquisa de Posicionamento de abril tenha mostrado C&Acomo um dos destaques esperados da temporada do primeiro trimestre , acreditamos que o aumento recente do fluxo de notícias sobre a redução da taxa das blusinhas reduziu o posicionamento dos investidores. Mantemos nossa recomendação de compra“, diz a XP.

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