Continua após a publicidade
Na esquerda, Roberto Jatahy (Grupo Soma) e na direta Alexandre Birman (Arezzo) (Imagem: Imagem: Reprodução/Instagram)
A relação entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman segue no radar do mercado. A Azzas 2154 (AZZA3) informou ao mercado na noite de terça-feira (12) que tomou conhecimento da decisão liminar tomada pela Justiça sobre a ação cautelar pré-arbitral movida por Jatahy envolvendo a gestão da unidade de moda masculina.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A ação, que corre em segredo de Justiça, foi movida pelo ex-CEO do Grupo Soma contra Birman, que liderava a Arezzo, tendo a Azzas 2154 — empresa resultante da fusão entre as companhias — como parte interessada.
A decisão determina, em caráter liminar a abstenção da prática de atos e a manutenção da estrutura organizacional e do modus operandi vigentes até 22 de abril de 2026 com relação à unidade de negócio de vestuário feminino e à unidade de negócio de vestuário masculino.
Além disso, a Justiça determinou a manutenção de Roberto Luiz Jatahy Gonçalves na sua função de Chief Brand Officer e, interinamente, o seu apontamento como responsável pela gestão de referidas unidades.
Na prática, mudanças na empresa estão temporariamente congeladas e tudo deve se manter como estava até a data informada, enquanto o caso é analisado. As duas áreas de vestuário devem seguir operando sem alterações, tendo Jatahy no cargo de diretor de marca e provisoriamente designado a comandar as duas unidades de negócio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“A companhia esclarece que, em linha com o comunicado ao mercado divulgado anteriormente nesta
data, suas operações permanecem regulares e que não são esperadas maiores repercussões”, diz a Azzas.
Apesar disso, na segunda (12), quando a companhia informou ao mercado que foi “surpreendida” pela existência de um pedido judicial, as ações da varejista de moda chegaram a recuar mais de 3%. Neste comunicado, a companhia afirmou compete ao presidente-executivo (CEO) da Azzas, Alexandre Birman, de decidir sobre a marca, nos termos do estatuto social.
O colunista Lauro Jardim, d’O Globo, noticiou que a ação cautelar movida por Jatahy, conduzida pelo Salomão Advogados, busca impedir a desintegração da Reserva da unidade de negócios sob seu comando.
A medida, ainda segundo o jornal, busca evitar a perda de R$ 116 milhões de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização – métrica que mede resultado operacional) oriundos das sinergias da integração da marca.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Relação azeda na Azzas 2154
Em meados de março de 2025, um possível “divórcio” entre os empresários à frente da Azzas começou a ganhar força no mercado.
Questões relacionadas à forma de gestão e ceder a autonomia que detinham à frente de seus respectivos negócios foram entraves para os empresários — o que vinha travando também a integração entre Arezzo e Grupo Soma, combinadas em agosto de 2024.
Os executivos buscaram dissipar a possibilidade, no entanto, o tópico agora retoma os holofotes enquanto corre na Justiça.
Do lado financeiro, na última semana, Azzas 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 63,9 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026, queda de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, recuo de 8%, enquanto o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente caiu 23,2%, para R$ 328,5 milhões. A margem Ebitda recuou 2,7 pontos percentuais, para 13,2%.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Saiba tudo sobre Negócios
Continua após a publicidade